Conheça o Segredo da Logística do Mercado Livre

Última atualização em 16 de março de 2021 por Maria Alice Medeiros

O Mercado Livre investe há algum tempo em melhorias para expandir sua logística de entregas em todo o país. De compra de carretas até abertura de centros de distribuição, agora a empresa apostou em uma nova medida: a aquisição de uma startup especializada em logística

Nos últimos meses, o Mercado Livre viu seus lucros crescerem de forma avassaladora e, junto a isso, é claro que o número de pedidos feitos no marketplace também cresceu… 

A verdade disso tudo é que a empresa parece estar dando conta da alta da demanda dos últimos meses. Contudo, isso não impede que a companhia queira ampliar ainda mais seu alcance em todo país…

Ao longo deste artigo, vou apresentar algumas estratégias do Mercado Livre para ampliar sua logística. Também vou apresentar o nome da mais nova aquisição da companhia e o que tudo isso pode ter a ver com a privatização dos Correios. Veja só. 

Mercado Livre
(Imagem: Divulgação)

A Logística do Mercado Livre

Só no 2º trimestre deste ano, o Mercado Livre vendeu US$ 5 bilhões, triplicando os seus lucros no período de abril a junho. 

Ao todo, foram 178,5 milhões de itens enviados pela companhia, sendo que 157,7 milhões passaram pelo Mercado Envios, divisão de logística da companhia. 

Isso, em si, já demonstra o poder do serviço de logística da empresa…

O sistema foi criado em 2013 e, na época, gerenciava apenas a parte tecnológica dos pagamentos de envios para a logística. E, com esse tipo de serviço, os vendedores da plataforma pagavam pelo frete e imprimiam uma etiqueta para envio pelos Correios…

Entretanto, ao longos dos últimos anos, não só esse sistema como toda a logística do Mercado Livre evoluiu bastante…

A empresa argentina investiu em:

  • Centros de distribuição (a companhia anunciou a abertura do 3º CD no país, próximo à Salvador);
  • Centenas de pontos físicos para depósito de produtos;
  • Aumento da malha logística nas estradas (Recentemente, o Mercado Livre contratou 60 carretas para auxiliar nas entregas).

Como complemento ao Mercado Envios, a companhia também lançou também o Mercado Envios Full, que é o fulfillment do Mercado Livre. O serviços tem como objetivo dar ao vendedor um depósito exclusivo dedicado ao estoque, além de ser o responsável por todo o processo de embalagem, envio e até pós-venda dos produtos.

Na prática, isso tudo significa duas coisas:

O desejo da companhia argentina depender cada vez menos dos Correios, como vou falar mais adiante…

E a continuidade das iniciativas do Mercado Livre para expandir ainda mais a sua capacidade de logística em todo o país. Quanto a isto, a companhia já fez mais um movimento recentemente…

Mercado Livre Brasil compra Kangu

A empresa anunciou nos últimos dias a compra de uma participação minoritária na Kangu, startup brasileira de logística que já atuava como parceira do Mercado Livre há algum tempo. 

A Kangu foi fundada em 2019, pelos sócios Marcelo Guarnieri, Ricardo Araujo e Celso Queiroz, que trabalharam anteriormente na Fedex e, com isso, levaram um boa experiência do setor de logística para o empreendimento próprio… 

Hoje, a Kangu é conhecida por fazer a ligação entre pequenos empreendedores e consumidores que estão em uma mesma região, o que reduz distâncias e traz mais agilidade às entregas, além da maior comodidade aos consumidores.

E tudo isso só comprova que a aquisição pelo Mercado Livre não foi à toa… 

Segundo Renato Pereira, diretor de desenvolvimento corporativo do Mercado Livre, a compra aconteceu porque a Kangu acabou ganhando destaque nos últimos 12 meses, graças ao seu alto desempenho nas entregas da empresa:

“A Kangu se destacou como um parceiro que consegue se adaptar às mudanças e ao crescimento que o Mercado Livre demanda. Em um ano, passamos de 500.000 pedidos por dia para 1 milhão”, afirma.

Na prática, fica claro que o Mercado livre quis melhorar ainda mais a relação entre a companhia e os pequenos e médios vendedores do marketplace com a aquisição da Kangu. 

Além disso, todo esse cenário traz à tona uma outra questão importante para o Mercado Livre: a redução da dependência dos Correios. A questão é tão importante que, recentemente, foi levantada a possibilidade de a gigante varejista comprar da estatal… 

Reduzir a dependência ou comprar: eis a questão

A greve dos Correios ganhou mais um desdobramento nos últimos dias: a privatização da estatal e possibilidade de algumas grandes empresas do Ecommerce disputarem pela compra dos Correios.

Ao que tudo indica, o Mercado Livre é uma das companhias que querem comprar a estatal. Mas outros nomes também surgiram como potenciais compradores, como Amazon e Alibaba – ainda sem saber se como parceiras ou concorrentes nessa possível disputa. 

O fato é que, para o Mercado Livre, a diminuição da dependência dos Correios é algo vital. Não é à toa que a companhia vem traçando ações para isso acontecer o mais rápido possível…

Por isso, caso isso tudo aconteça, a companhia já pode contar com dois pontos a seu favor:

A sua forte logística de entrega ao redor do país e  seus centros de distribuição no Brasil.

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