História da Amazon: como virou a maior empresa do mundo

Última atualização em 25 de novembro de 2019 por

Em 2019, a Amazon ultrapassou a Microsoft e se tornou a empresa mais valiosa do mundo, com um valor de mercado de 797 bilhões de dólares (2,9 trilhões de reais). Jeff Bezos, CEO e fundador da empresa, teve um longo caminho para trilhar e chegar onde está hoje. Saiba mais como foi a história da Amazon:

O início do comércio online

A história começa no dia 5 de julho de 1994. Jeff Bezos era um engenheiro que trabalhava como analista em Wall Street. Lá, ele teve a oportunidade de aprender sobre o mercado online, que ainda era bem novo.

Vendo a oportunidade à sua frente, ele decidiu largar o emprego bem remunerado e seguro para investir no mercado digital. 

Bezos saiu de Nova York e se mudou para Seattle, escrevendo o plano de negócios da Amazon no meio da estrada. Instalou a empresa na sua garagem e começou a pôr em prática seus planos.

Inicialmente, nomeou o negócio de Cadabra, porque seria algo mágico. Mas seu advogado sugeriu que trocasse o nome por lembrar a palavra “cadáver”. 

Relentless foi a sua segunda opção, que, em português, significa “implacável”. Porém, também foi vetado pela opinião de amigos.

Só que ele foi insistente…

Se você digitar relentless.com, será direcionado para Amazon. Pode testar.

Depois de muita pesquisa, finalmente surgiu o nome Amazon. Inspirado pelo rio Amazonas, considerado o maior do mundo, Jeff Bezos batizou sua empresa esperando que um dia, ela também fosse a maior.

E conseguiu.

O que vender na Amazon?

Como todo empresário que um dia começou a vender online, Bezos se deparou com a seguinte dúvida: “o que devo vender na internet?”.

Ele começou a Amazon na sua garagem de casa junto com sua ex-esposa, MacKenzie Bezos, e o casal estava em dúvida entre 20 nichos diferentes.

Até que pensaram na categoria de Livros. Além de ser a mais barata, também contava com mais itens possíveis do que as demais.

Com a Amazon, todos os pedidos eram feitos online, uma grande novidade para época. 

Para não ter um estoque limitado em armazém, o Bezos também foi atrás de parceria com atacadistas e distribuidoras. Assim, conseguiu um vasto catálogo de livros.

Primeiros Resultados

O primeiro livro vendido na Amazon foi “Conceitos de Fluidos e Analogias Criativas”, de Douglas Hofstadter. Esta é uma obra acadêmica que fala sobre temas obscuros e inteligência artificial.

O sucesso do site foi tão grande que, no primeiro mês de funcionamento, a Amazon já recebia pedidos de todos os cantos do Estados Unidos e de mais 45 países.

Dois anos após seu lançamento, o site contava com mais de 2,5 milhões de livros no catálogo e 148 milhões de dólares em vendas.

No entanto, os resultados não eram tão bons quanto pareciam ser…

Mesmo com essa quantidade de vendas, a Amazon fechava todos os trimestres com números negativos. Na época, o principal objetivo do empresário não era lucrar, mas crescer, fortalecer a marca e criar infraestrutura.

Bezos afirmava que levaria pelo menos 5 anos para começar a ver lucro.

E estava certo: os primeiros saldos verdes vieram no final de 2001.

O resultado foi surpreendente, considerando os desafios que surgiram pelo caminho…

A Quase Queda

Em 1998, a Amazon começou a vender CDs e DVDs. No ano seguinte, vieram os brinquedos e eletrônicos. Porém, foi em 2000 que veio a principal mudança da Amazon: o nascimento do marketplace.

Pela primeira vez na história da Amazon, as pessoas puderam vender seus produtos na plataforma, pagando apenas uma taxa pelos anúncios.

No mesmo ano, no entanto, outro grande acontecimento no mundo pôs em grande risco a operação da Amazon: o estouro da bolha da internet. 

Na época, a especulação econômica e investimentos em empresa digitais foram tão altos que quebraram a bolsa de Nova York. Como resultado, os preços das ações caíram da noite para o dia. 

As ações da Amazon, que valiam 100 dólares, passaram a valer apenas 6. Grande parte da equipe foi demitida e a empresa enfrentou uma possível queda.

Mesmo com sequelas, a marca conseguiu se reerguer e continuar operando. 

Entregar mais do que produtos

A Amazon entendeu que seu território poderia ir além da venda dos produtos físicos, oferecendo também seus próprios serviços. Desde então, nunca mais parou de investir em inovações tecnológicas e novas plataformas para auxiliar os usuários.

Hoje, alguns dos serviços oferecidos pela Amazon são:

  • Amazon Prime

Este é um serviço que começou realizando apenas entregas mais rápidas e descontos exclusivos. No ano seguinte a sua criação, o Amazon Vídeos passou a integrar também o serviço do Prime.

Com a Netflix concorrendo com este serviço de streaming, Jeff Bezos passou a investir também em produções originais da Amazon. Hoje, diversos desses títulos são renomados e ganham prêmios ano após ano.

  • Amazon Web Services

Em 2006, o Amazon Web Services (AWS) começou a funcionar. Este é um serviço armazenamento em nuvem e é praticamente uma empresa separada. 

A AWS oferece gerenciamento de redes, aplicativos, bancos de dados, ferramentas de desenvolvimento e Internet das Coisas. Em 2015, o serviço contava com mais de 1 milhão de usuários em 190 países, incluindo a NASA e o próprio Netflix.

  • Kindle

O eReader mais famoso do mercado foi lançado em 2007. Para Bezos, o intuito do leitor digital foi dominar dois novos mercados sobre os quais  ninguém tinha controle (de eReader e livros digitais).

O sucesso do lançamento foi tão grande que ele só durou por 5 meses no estoque. 

O primeiro modelo ainda não tinha uma tela touchscreen; contava apenas com um teclado físico e uma tela de 6 polegadas. Com a evolução tecnológica, o formato do Kindle evoluiu (touchscreen, retroiluminação LED, menos peso) e continua a alcançar mais e mais vendas.

  • Fire Phone e o último erro

O Fire Phone foi outro problema com o qual a Amazon teve que lidar durante a sua história. Não foi tão impactante quando o estouro da bolha da internet, mas serviu como ensinamento para a empresa.

Em 2014, a Amazon lançou um smartphone, feito pela Foxconn, e o nomeou de Fire Phone. 

O modelo tinha 2 grandes destaques: uma interface 3D, que dava uma sensação de profundidade, e uma câmera que reconhecia objetos. Quando o usuário apontava a câmera para algum item, era imediatamente redirecionado para página de venda do mesmo dentro da Amazon (uma tecnologia que, inclusive, hoje é utilizada pela Dafiti).

Fora isso, o celular era um completo fracasso. Ele não tinha um bom design, era difícil baixar os aplicativos, a localização não funcionava… 

A Amazon nunca divulgou números de vendas de nenhum dos seus dispositivos, mas considerando as péssimas recomendações, as quedas drásticas do preço do celular e o fato deles nunca mais terem produzido outro smartphone, é evidente que não deu certo.

No entanto, o fracasso estagnou a empresa. 

A Amazon continuou a desenvolver novos produtos e ideias.

  • Alexa

A Alexa é o mais novo dispositivo eletrônico de inteligência artificial da Amazon e vem colecionando elogios. Competindo diretamente com a Siri, da Apple, ela é um assistente virtual capaz de acionar luzes, plugues e câmeras compatíveis.

O sucesso foi tão grande que esse vem sendo um dos principais investimentos da empresa, tanto na produção de novas versões quanto em marketing. Inclusive, uma propaganda da Alexa foi criada para passar na televisão durante o Super Bowl.

Para você ter uma ideia, o Super Bowl cobra 5 milhões de dólares por apenas 30 segundos de propaganda. O da Amazon teve um total de 1 minuto e 30 segundos.

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Planos para o Futuro 

Pela frente, a Amazon tem planos ambiciosos em fases de teste, como o sistema Prime Air, que será a entrega de produtos feitas por drones. 

Também estão testando o Prime Go, uma mercearia que não tem nenhum atendente humano. Você apenas entra, pega o produto e, ao sair, ele é automaticamente cobrado pela sua conta na Amazon.

Todos esses planos fazem parte da contínua de Bezos de manter a Amazon como maior empresa do mundo.

Atualmente, Jeff Bezos também é CEO da Blue Origin, uma empresa de transporte espacial, que é a principal concorrente da SpaceX.

A Blue Origin não tem nenhuma relação com a Amazon, mas contribui para Bezos ser o segundo homem mais rico do mundo, logo atrás do Bill Gates, fundador da Microsoft.

Venda na Maior Empresa do Mundo

A tendência da Amazon é de um crescimento constante, seja em seus serviços ou em melhorias no marketplace.

A verdade é que empresa e a marca que estiverem atreladas à Amazon, sem dúvidas, poderão se beneficiar de todo o seu poder.

Por ser a maior empresa do mundo, ela gera muita confiança nos consumidores. Eles sabem que podem contar com a ajuda dela para qualquer situação. 

É isso que gera vendas constantes.

Assim, se a sua marca estiver associada à Amazon, também poderá se beneficiar disso.

Para fazer isso, você pode conferir o nosso infográfico com todas as informações cruciais para qualquer um que queira vender na Amazon e nos outros maiores 16 marketplaces do país.

Você terá acesso à informações como o valor das comissões, prazos e formas de pagamento, área de especialidade, que tipos de vendedores são aceitos e muito mais!

Veja tudo o que é preciso para começar a vender na Amazon hoje mesmo!

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